Brasil
Copacabana (Rio de Jainero), Brazil
Copacabana é mais do que uma praia — é um estado de espírito, uma instituição social e, indiscutivelmente, o trecho de areia mais famoso do planeta. Este arco de quatro quilômetros de praia branca, curvado entre os promontórios do Leme e do Forte de Copacabana na costa atlântica do Rio de Janeiro, tem sido sinônimo da cultura praiana brasileira desde a década de 1920, quando o hotel Copacabana Palace abriu suas portas e o bairro se tornou o playground glamouroso da sociedade internacional. O distinto mosaico de ondas em preto e branco do calçadão à beira-mar — projetado por Roberto Burle Marx — se tornou um ícone do design brasileiro, replicado em calçadas por todo o país.
A praia funciona como o terreno comum democrático do Rio. Em qualquer dia, a areia abriga um recorte da sociedade carioca — casais de idosos passeando pela beira da água, partidas de futebol que eclodem em torneios espontâneos, vendedores carregando caixas térmicas de tigelas de açaí e latas de chá gelado Mate Leão, e os praticantes em forma e bronzeados do frescobol, cujos ralis rítmicos proporcionam a trilha sonora característica de Copacabana. Os postos (estações de salvamento) que dividem a praia em seções numeradas desenvolveram cada um sua própria identidade social — o Posto 6, próximo ao forte, é preferido por moradores mais velhos e intelectuais; o Posto 2 atrai os jovens e atléticos.
Atrás da praia, o bairro pulsa com a energia caótica que torna o Rio simultaneamente emocionante e avassalador. As ruas são ladeadas por edifícios residenciais de todas as épocas da arquitetura do século XX — joias Art Déco ao lado de blocos brutalistas e torres contemporâneas elegantes — criando uma paisagem urbana que documenta a incessante evolução arquitetônica do Rio. O Forte de Copacabana, na extremidade sul da praia, abriga o excelente Museu Histórico do Exército e um café com uma das melhores vistas do Rio. As ruas atrás da praia são ricas em restaurantes, bares e os botecos do bairro, onde um chopp gelado acompanha pratos de bolinhos de bacalhau e coxinhas.
A cultura culinária do Rio de Janeiro atinge sua expressão mais acessível em Copacabana. Os quiosques da praia servem água de coco fresca, tigelas de açaí e queijo coalho grelhado (queijo estaladiço no palito). Os restaurantes formais ao longo da Avenida Atlântica oferecem interpretações refinadas da culinária brasileira — feijoada (o ensopado nacional de feijão e carne de porco, tradicionalmente servido aos sábados), moqueca baiana (ensopado de peixe com leite de coco e azeite de dendê) e a experiência da churrascaria com carnes grelhadas à vontade, servidas à mesa. A diversidade do bairro garante que as culinárias japonesa, libanesa, portuguesa e italiana estejam todas representadas com alta qualidade.
Copacabana é atendida por navios de cruzeiro que atracam no terminal portuário do Rio, próximo à Praça Mauá, a uma curta viagem de táxi da praia. O bairro possui sua própria estação de metrô e está bem conectado a Ipanema, ao Pão de Açúcar e ao Cristo Redentor. A melhor época para visitar é de dezembro a março (verão brasileiro), quando a praia está em seu auge e as águas quentes convidam ao banho. A véspera de Ano Novo na Praia de Copacabana — quando mais de dois milhões de pessoas se reúnem para fogos de artifício e música ao vivo — é uma das grandes celebrações do mundo. O Rio exige atenção à segurança pessoal, mas as recompensas de Copacabana — a luz, a energia, a beleza — são tão extravagantes quanto a própria cidade.