Espanha
A segunda maior das Ilhas Baleares da Espanha, Menorca seguiu um caminho tão diferente do mega-turismo de Mallorca e Ibiza que parece um destino de uma era mais civilizada. A UNESCO designou toda a ilha como Reserva da Biosfera em 1993, um reconhecimento que moldou a política de desenvolvimento desde então — garantindo que a paisagem de Menorca, com suas enseadas pristinas, muros de pedra seca e monumentos pré-históricos, permaneça uma das mais bem preservadas do Mediterrâneo.
O caráter de Menorca é definido por seus contrastes. A costa norte — a Tramuntana — é selvagem e exposta ao vento, com seus penhascos de rocha vermelha açoitados pelo mistral e suas praias escuras, com areia rica em ferro, que lhes confere uma aparência quase sobrenatural. A costa sul — o Migjorn — é composta por enseadas abrigadas de areia branca emolduradas por florestas de pinheiros, cujas águas turquesa são tão claras que os barcos ancorados parecem flutuar no ar. O interior é uma paisagem pastoral de casas de fazenda caiadas de branco, antigos olivais e os onipresentes muros de pedra seca que cruzam a ilha como um vasto e paciente quebra-cabeça.
O patrimônio pré-histórico de Menorca é extraordinário e amplamente desconhecido. A ilha abriga mais de 1.500 sítios arqueológicos — a concentração mais densa de monumentos pré-históricos por quilômetro quadrado no Mediterrâneo. As taulas — monumentos de pedra em forma de T, únicos de Menorca — permanecem enigmáticas: essas estruturas maciças, compostas por uma laje vertical sustentando uma pedra de cobertura horizontal, são encontradas nos centros de cercados circulares e podem ter servido como altares, marcadores astronômicos ou símbolos de um culto ao touro. Os talaiots (torres de pedra) e navetas (câmaras funerárias em forma de barco) completam uma paisagem pré-histórica de genuína maravilha.
A culinária de Menorca reflete tanto sua identidade balear quanto seu distinto patrimônio colonial britânico (a ilha esteve sob controle britânico durante grande parte do século dezoito). A caldereta de langosta — um ensopado de lagosta com um rico caldo à base de tomate — é a obra-prima culinária da ilha, servida na vila de pescadores de Fornells com uma cerimônia que se aproxima do ritual. O queijo Mahón — a contribuição reconhecida globalmente da ilha para a gastronomia — é um queijo de leite de vaca de notável variedade, que vai do fresco e suave ao envelhecido e cristalino. O gin, introduzido pela guarnição britânica, é destilado em Mahón e apreciado com limonada local em uma combinação chamada pomada.
Menorca é servida pelo aeroporto de Mahón, com voos diretos de Barcelona, Madrid e conexões sazonais de Londres e outras cidades europeias. A ilha também é acessível por ferry de Barcelona e Palma de Mallorca. Os navios de cruzeiro ancoram no porto de Mahón — um dos maiores portos naturais do Mediterrâneo. A melhor época para visitar é de maio a outubro, com junho e setembro oferecendo clima ameno sem as multidões da alta temporada. O Camí de Cavalls — um caminho costeiro de 185 quilómetros que circunda toda a ilha — é uma das grandes trilhas do Mediterrâneo.